O desenho da apólice precisa acompanhar a operação logística.
Em transporte de cargas, discutir apenas taxa e limite pode esconder o ponto principal: a apólice precisa refletir como a mercadoria realmente circula.
Uma análise consistente começa pelo fluxo operacional. Quais mercadorias são transportadas? Qual é o valor médio e o maior valor por embarque? Existem acúmulos em centros de distribuição? Há transporte próprio, terceiros, agregados ou combinações entre modais? As rotas incluem trechos com exposição diferenciada? O contrato comercial transfere responsabilidades específicas?
Essas perguntas ajudam a identificar onde o programa pode precisar de limites específicos, critérios de gerenciamento de riscos, cláusulas adequadas à armazenagem temporária, tratamento de subcontratação e alinhamento entre seguro de carga e responsabilidades do transportador.
Antes da renovação, vale organizar:
- perfil de mercadorias e embalagens;
- rotas, modais e frequência de embarques;
- valores médios, máximos e acúmulos;
- histórico de sinistros e medidas adotadas;
- contratos com clientes, transportadores e operadores logísticos;
- procedimentos de gerenciamento e segurança.
Quanto melhor o risco é compreendido e apresentado, mais objetiva tende a ser a discussão sobre cobertura, capacidade e condições. O objetivo não é produzir mais informação, mas produzir a informação certa.